TVI está de luto por Rute Cruz


A TVI está de luto. Rute Cruz, jornalista da estação e pivô do ‘Diário da Manhã’, faleceu ontem, aos 28 anos, vítima de doença oncológica.

"A Rute vai ficar para sempre na minha memória. É um exemplo de coragem", disse o director-geral da estação, José Eduardo Moniz, na Madeira, lembrando-a como "uma pessoa de uma enorme alegria". A jornalista, que durante três anos trabalhou como repórter no ‘deLuxe’, "foi uma aposta nossa. Ela cresceu na TVI", lembrou Moniz.


Rute Cruz era pivô do ‘Diário da Manhã’ desde Janeiro de 2007. Nove meses depois deixou a dupla que fazia com José Carlos Araújo devido a uma paralisia facial. Durante o último ano fez vários tratamentos. Morreu na madrugada de ontem no Hospital de São Francisco Xavier.


Mónica Jardim, repórter do ‘deLuxe’, lembra a amiga como "uma óptima jornalista, com uma enorme vontade de vencer". "A nível profissional o que ela mais queria era chegar a pivô. E conseguiu", recorda Mónica, acrescentado: "Tive muita sorte e agradeço por a Rute ter feito parte da minha vida."


A dor foi sentida por todos. Ontem, no intervalo do ‘Jornal da Uma’, Pedro Carvalhas e Susana Bento Ramos vestiram-se de luto e terminaram o noticiário com uma homenagem à "profissional que se tornou amiga e deu outra vida à TVI", salienta Mónica Jardim.


Pedro Bello Morais, pivô do ‘Jornal Nacional’ da mesma estação, diz que a jovem se destacava pela boa disposição. "Guardo uma memória muito viva dela, de uma pessoa com imensa vida e isso notava-se na antena. Mas cá fora ela tinha um registo muito mais histriónico efusivo, era uma miúda espantosa."


O corpo da jornalista está em câmara ardente na Basílica da Estrela, em Lisboa. A missa de corpo presente será celebrada hoje às 11h00. O funeral sai às 12h00 para o cemitério de Santarém, onde Rute Cruz nasceu.


PERFIL


Rute Cruz tinha 28 anos e nasceu em Santarém. Licenciada em Literatura, foi hospedeira da TAP e estreou-se como jornalista na RTP 2 num programa sobre religiões. Casou-se em 2007 com Ricardo Mendes.


DEPOIMENTOS


"TINHA UMA ENORME ALEGRIA DE VIVER" (José E. Moniz, Director-geral TVI)


Nunca a irei esquecer. A Rute tinha uma enorme alegria da viver. Ela vai ficar para sempre na minha memória. É um exemplo de coragem. Além disso, foi uma aposta nossa. Ela cresceu na TVI."


"JAMAIS SE QUEIXOU DAS DIFICULDADES" (Leonor Poeiras, Apresentadora)


A Rute era a delicadeza em pessoa. Estou muito triste e revoltada. A história da Rute devia ter um final feliz! Jamais se queixou das dificuldades... Era muito forte e lutou até ao fim, com toda a energia e fé que tinha, contra a doença."


"DE TUDO ELA FAZIA UMA LIÇÃO DE VIDA" (José Carlos, Pivô)


A Rute era uma força da natureza: positiva, optimista, crente, ambiciosa. Tinha mil e um projectos que ficaram, injustamente, por realizar! Era feliz. De tudo fazia uma lição de vida e queria escrever uma novela! Sinto-me frustrado e desolado."


 


Márcia Bajouco com F.B e T.O. ( www.correiomanha.pt )

 

Comments

  1. gostaria apenas de deixar uma pequena historia da qual se calhar se identifica um pouco com a da nossa querida Rute.
    Ela deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações.
    Perguntou:
    ' Como é que está o meu filho? Ele vai ficar bom? Quando é que eu posso vê-lo?'
    O cirurgião respondeu:
    'Tenho pena. Fizemos tudo mas o seu filho não resistiu.
    Sally perguntou:
    'Porque razão é que as crianças pequenas tem cancro? Será que Deus não se preocupa? Aonde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?'
    O cirurgião perguntou:
    Quer algum tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns minutos e depois será transportado para a Universidade.'
    Sally pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.
    'Quer um caracol dele?' Perguntou a enfermeira.
    Sally abanou a cabeça afirmativamente. A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally. 'Foi ideia do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim
    talvez pudesse ajudar outra pessoa', disse Sally.
    No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu:
    'Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe.'
    Ela continuou:
    'O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava
    sempre a pensar nos outros. Sempre disposto a ajudar, se pudesse.' Depois de aí ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do 'Hospital Children?s Mercy' pela última vez.
    Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela.
    A viagem para casa foi muito difícil. Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia. Levou o saco com as coisas do Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho.
    Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exactamente nos locais onde ele sempre os teve. Deitou-se na cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu.
    Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta. A carta dizia: 'Querida Mãe,
    Sei que vais ter muitas saudades minhas; mas não penses que me vou esquecer de ti, ou que vou deixar de te amar só porque não estou por perto para dizer 'Amo-te'. Eu vou sempre amar-te cada vez mais, Mãe, por cada dia que passe.
    Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiseres adoptar um menino para não ficares tão sozinha, por mim está bem. Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferires uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, rapazes, gostamos. Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam, tu
    sabes. Não fiques triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo fantástico. Os avós vieram ter comigo assim que eu cheguei para mo mostrar, mas vai
    demorar muito tempo para eu poder ver tudo. Os
    anjos são mesmo fixes. Adoro vê-los a voar.
    E sabes uma coisa? O Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando o vi o tenha conhecido logo. Ele levou-me a visitar
    Deus! E sabes uma coisa? Sentei-me no colo d'Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi quando lhe disse que queria
    escrever-te esta carta, para te dizer adeus e tudo mais. Mas eu já sabia que não era permitido.
    Mas sabes uma coisa Mãe? Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever-te esta carta. Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta. Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste, 'Aonde estava Ele quando eu mais precisava ?' Deus disse que estava no mesmo sítio, tal e qual, quando o filho dele, Jesus, foi crucificado. Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos dele. Mãe, só tu é que consegues ver o que eu escrevi, mais ninguém. As outras pessoas vêm este papel em branco. É mesmo fixe não é? Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida. Esta noite vou jant

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    1. gostaria que me dissesem de onde tiraram esta historia lindissima que me fez chorar??
      a do menino que escreveu a carta á mae??

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    2. esta historia foi trocada por e-mail por uma colega , como tantas outras mensagen que trocamos e enviamos pelo gmail, achei-a lindissima e resolvi partilha-la

      bom trabalho
      Alexandra

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  2. Isto é apenas um incentivo a todas as pessoas que jujnto da Rute neste momento sofrem, Força para todos, ja dizia o velho pregaminho de Deus "Pegadas na Areia", quando todos os vivos nao pegam em ti ao colo no momento que mais precisas, ao caminhar na areira enquanto vivos aparecem dois pares de pegadas, mas, nesses momentos dificeis e dolorosos, que deixa de existir dois pares de pegadas para existir so um , é nesse momento que Deus pega em nos ao colo. Força para todos,

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